segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"Relacionamentos acontecem. Você não precisa força-los. Tampouco apressá-los. Pessoas ficam juntas porque querem, no momento em que decidem juntas. Querer já é muito e ajuda a eliminar algumas dúvidas. As dúvidas existem porque pensamos nelas. E tudo está sujeito ao engano. É incontrolável. Como evitar cair em relações de dependência? Seja responsável por você: pensamentos, sentimentos e atos. Parece banal, mas não é. Não tente impor ao outro sua responsabilidade com relação a você mesmo. Ele gosta de você, mas não é tão responsável por você assim. Você responde por você, ele responde por ele. Amor não se cobra. Atenção também não. Carinho muito menos. Tenha isso em mente. Não tenha a obrigação de corresponder às expectativas do outro em todos os momentos. Ele as criou. Não o obrigue a corresponder às suas expectativas em todos os momentos. Você as criou. A moeda da culpa é muito alta. Não se culpem à toa. Não usem chantagens baratas, usem as mais elaboradas, em momentos oportunos. Não somos animais de estimação: não tentem se domesticar. Não somos animais selvagens: não tentem se enjaular. Não estejam nem queiram estar presentes na vida um do outro o tempo todo. Ninguém nasce com duas sombras. E quando estiverem longe, não se liguem toda hora. Todo mundo pode esperar. Na vida é bom saber detectar o que é urgência de fato. O resto é controle. Não ligue antes de dormir para saber onde ele está com a desculpa “só liguei pra dar boa noite”. Você não é mãe dele e vocês não têm 12 anos. Só liguem quando quiser, ou precisar, e não porque ele quer que ligue. Não deixem que os monstros da comunicação instantânea assombrem. Um SMS não respondido imediatamente, uma ligação sem retorno, ficar um dia sem se falar: não foi nada! Vocês não precisam checar o celular um do outro, fuçar as redes sociais, ter acesso aos e-mails pessoais. Quem inventou essa loucura? Não se controlem a ponto de ficarem com preguiça de se ver. Não aceite ser a polícia, o juiz ou o algoz de quem você gosta. Sejam, menos ainda, vítimas um do outro. Não façam planos vitalícios com ninguém. E não se culpem por isso. Conversem sobre tudo, mas não discutam todos os lados da relação sempre. Incentivem-se, mas não virem o senso de direção um do outro. Não faça surpresas demais, não agrade demais. Ele não é seu filho único. Repito, que se vocês estão juntos é porque querem estar. Isso já é tão belo. Tenha assuntos e amigos pessoais, ele não deve ser seu único assunto e interlocutor. É sempre bom ter o que fazer na vida. Trabalho e lazer. É recomendável ter muitas coisas para pensar, como ideias e viagens. Hoje você vai sair sem ele e tudo bem. Amanhã ele vai viajar sem você e tudo bem. Hoje você vai encher a cara com seus amigos. É sempre bom. Depois de amanhã vocês podem ir ao cinema juntos! Então saibam se divertir juntos. E saibam se divertir um sem o outro. Não se violentem. A tortura é uma técnica menor. Pode dormir na casa dela, mas lembrem-se: você não mora lá. Pegação não é flerte. Flerte não é paixão. Paixão não significa romance. Romance não é namoro. Namoro não é casamento. Casamento não é virar uma pessoa só. Duas bocas, oito membros, duas cabeças, dois corações, dois organismos que só se comunicam com o mundo usando verbos na primeira pessoa do plural. Isso é mutação. Briguem por motivos reais. Tenham ciúme por motivos reais. 90% dos casos os motivos não são reais. Você tem passado. Ele tem passado. Ciúme do passado é motivo irreal. Você tem seus segredos. Ele tem os segredos dele. Respeitem-se. Aprendam a ensinar que respeito não envolve hostilidade. Tudo isso não quer dizer que ele tem outra pessoa, que você se apaixonou por outra pessoa ou que vocês se gostam pouco. Tudo isso vai fazer vocês gostarem mais um do outro. Antes de você existir na vida dele, ele já existia. Existir não é tarefa fácil. Tem que deixar a existência arejada, sempre, pra poder existir ao lado de alguém. Mais disposto e com mais vontade. Que bom que você chegou na vida dele. Mas ele não nasceu de novo. Tudo vai se adaptar ao novo cenário. Tenham paciência. É exercício. Tentem cortar as ilusões de domínio: não funcionam com territórios, não funciona com conhecimento, nunca vai funcionar com pessoas. Isso adia os finais trágicos das relações possessivas. E torna as relações mais inspiradoras. Essas duram mais. No pós-romance as pessoas não precisam explicar tanto. Elas estão juntas porque querem. Isso basta. Fim."

terça-feira, 22 de outubro de 2013

EU NESTE EXATO MOMENTO ME PERDOEI =)

Eu me perdoo porque em vários momentos, fui injusta com vocês, comigo. Deixei que as minhas expectativas se tornassem exigências e julguei pessoas inteiras por causa de uma única atitude. Eu me perdoo porque na tentativa diária de acertar, cometi inúmeros erros por medo de errar. Fui áspera quando estava assustada e precisava pedir abraço, ajuda. Fui dócil por interesse, por necessidade de ser aceita para minha falsa completude. Eu me perdoo porque, não estando inteira para mim, doei fragmentos do que eu tinha, fui cínica com a minha poesia, falei de amor quando o que eu sentia era carência. Eu me perdoo por tantas vezes, não perdoar tua displicência, invadir tua individualidade, reclamar tua ausência. Eu me perdoo pela falta de compreensão e paciência com as minhas limitações e com as suas. Eu me perdoo por tirar a roupa quando você queria me sentir emocionalmente mais explícita, não apenas me ver nua. Eu me perdoo por ter me anestesiado tanto tempo e desrespeitado minha angústia, negligenciado qualquer aprendizado que trouxesse sofrimento. Eu me perdoo por rasurar com minhas autocríticas, os meus melhores momentos. Eu me perdoo porque sou imperfeita e humana, mas já pretendi a perfeição do Outro, mesmo não havendo importância ou a possibilidade disto. Por querer receber aquilo que nem eu tinha para dar. Por insultar querendo que a mudança fosse alheia porque julgava ser do Outro o medo de transcender, de transmutar.

Eu me perdoo por ter vivido por tantos anos sem me perdoar.

Marla de Queiroz

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Até que ponto é válido lutar por um amor? Esse é o tipo de situação que encosta a gente na parede, com força. E eu tenho certa repulsa por tudo que te trava num ponto, sem permitir passos pra frente, nem pra trás. Só que toda uma cultura nos ensina que o amor é raro e, quando a gente encontra, não deve deixar escapar, de jeito nenhum. Mas se é amor, precisa lutar? É nessa pergunta que eu me prendo. É por essa pergunta, também, que me solto de tanta gente. Porque eu acredito sim no valor inestimável e sorte que é ter um amor. E lutaria, sem pensar duas vezes. Lutaria contra o meu orgulho, meus planos, conselhos dos meus amigos, lutaria contra Deus e o mundo, se preciso. Mas, de maneira nenhuma, seria capaz de lutar contra a pessoa que eu amo. Porque, além de em vão, seria patético gastar minhas forças puxando pra mim, alguém que gasta as forças dele pra se jogar no mundo, tão fora da gente. Aprendi isso ficando fraca de tanto puxar, fiquei mais forte e minha depois de soltar. Nem teria condições de travar uma batalha sozinha, porque se só eu me disponho a lutar, acho que não vale mais a pena a luta, perde o sentido. E eu odeio, dispenso, evito tudo que não vale a pena. Entende? Se o outro consegue ou prefere abrir mão, sem culpa, não há nada que eu possa fazer, de verdade. A certeza de que é melhor assim me invade e entala na garganta, como um nó. É um soco do amor na minha cara. É golpe baixo de quem tava comigo. E eu não luto contra nenhum dos dois, porque não existiria vitória, mesmo que eu ganhasse.

Marcella Fernanda

domingo, 29 de setembro de 2013

Quantas vezes a gente pesa na medida e despenca das linhas tênues? Linha tênue é especialmente desesperador pra mim, que não sou uma grande amiga ou conhecedora das medidas certas. Linha tênue entre ser sincera e grossa, entre ser boa demais e ótária, entre se amar e ser narcisista, entre realista e pessimista, desapegada e frígida, elas são milhares e as minhas quedas também, caio quase todos os dias. A que mais me assusta, é também a que eu vivo despencando: a linha entre amar e estar deslumbrada. Tombo feio. Queda recente, inclusive. Porque é muito fácil se encantar com um excesso de atenção e admiração preciptada de um carinha que você aparentemente gosta. E muito natural se acomodar nisso, como quem deita na cama quentinha, depois de um longo dia frio. Passar a enxergar nele mil possibilidades e um futuro promissor, como um tipo de salvação, sem parar pra analisar quem realmente ele é, pra não estragar a magia da coisa. É fácil e automático ignorar todos os mil indícios de que isso nunca daria certo e do quanto ele é errado pra você. O difícil, quase impossível, é a cama quentinha ser, de fato, a nossa. Sempre puxam as cobertas, tão rápido que primeiro eu sinto frio e só depois entendo que estou descoberta. Depois da queda, eu quis entender, confesso. Eram mais de 50 porquês, enumerados por ordem de importância e prontos para serem disparados, como uma metralhadora, sem dó. Só que todo e qualquer questionamento não passa de um grito no vácuo, fazer perguntas que o outro nem pode responder, porque eu consigo ver tudo muito mais claro e de um ângulo mais profundo, de um jeito que ele talvez nunca consiga observar nada na vida. Eu sei. Porque ele não é meu lar, nem minha cama. Ele não é ninguém, é só um cara desinteressante e ele quem, no fundo, precisa de respostas. Deixa pra lá, viro as costas. E fico a sensação de que a resposta é essa: Em que mundo eu cogitei a possibilidade de dar certo com alguém tão sem tudo que me tira o fôlego? Até que durou. Talvez não muito, mas durou tempo suficiente pra eu ser tempestade- porque é isso que eu sou. Então durou o que tinha que ter durado. Morto e enterrado, volto a me equilibrar.

Marcella Fernanda

sábado, 23 de fevereiro de 2013


''Livrar-se de uma lembrança é um processo lento,
impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade.
Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la.''

- Martha Medeiros-


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? 
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...


Carlos Drummond de Andrade

domingo, 13 de janeiro de 2013


Decepção é uma palavra estéril para mim, até que me aconteça...

Depois que aprendi a ser água, a chorar como a chuva só pelo profundo respeito que tenho por mim até me desvencilhar da angústia, aprendi outras coisas e recebi benefícios que vêm junto. Sei que muitas histórias desagradáveis se repetem: não acredito que seja porque o mundo “esteja perdido”, mas porque EU, dentro de tantas outras possibilidades, devo estar condicionada a viver a mesma história: primeiro passo que preciso dar adiante. Depois, seja lá o que o Outro tenha feito, ele o fez porque ME permiti que o fizesse, ou ainda, se é algo de sua índole, a minha sensibilidade falhou quando atraiu esta figura. Ou: por que percebi e aceitei que viesse para a minha vida? Que fantasmas meus esse Outro alimenta? Outro passo adiante. E assim, vou compondo caminhos mais ensolarados.
O mais bonito e mais profundo é quando você consegue se colocar passivamente, sinceramente no lugar do Outro, esquecendo suas dores e seu orgulho por um momento pra tentar entender que, ele simplesmente pode estar condicionado às dificuldades, ao desamparo, ao desculpar-se, a não ser amado. Que ele deu exatamente o que tinha pra dar, que fez a única coisa que sabia fazer e que, ainda, deva sofrer mais do que qualquer pessoa que ele fira, porque não consegue amparar essa criança interna assustada que faz essa bagunça externa só pra chamar a atenção.
Eu detesto justificar os erros de alguém, até porque isto seria uma forma de me sentir superior quando julgo saber o que o Outro sentiu ou pensou quando agiu. É como se eu fosse tão sábia, que se o mundo inteiro falhasse eu teria as respostas...
Eu comecei o texto falando de uma decepção e continuei escrevendo num fôlego só, agora que ia concluir, descobri que quero mesmo é falar do amor:
Sabe quando você conhece o amor a si próprio? Quando sabe que não importa o que lhe façam porque você governa, escolhe, conduz a sua vida? Sabe quando você sabe que uma pessoa se sente bem ao seu lado só porque você sorri sinceramente? Quando você atrai muita gente saudável, dessas que sabem que merecem ser felizes integralmente e se trabalham, se melhoram a cada dia e que não economizam entregas? E que quando estão próximas, trazem à tona o que você tem de mais interessante? Eu sei tanto que imagino que alguém que decepcione voluntária ou involuntariamente por vaidade ou por maldade, certamente o fez por uma condição penosa: de não o saber.
O que dói mesmo nessas circunstâncias não é só o que foi causado: é perceber que a pessoa está vivendo uma escolha que ela fez, que ela está mais disposta a lamentar e a se vingar do mundo a simplesmente perceber a dor profunda que está guardada embaixo de tanta raiva. Que não podemos amaldiçoar a chuva, o vento, o sol: tudo vem ao seu tempo e com seu mais exato por quê. E que talvez não nos alimente naquela nossa expectativa, mas que, em algum lugar, alguém vai beber daquela água, daquela luz, daquilo que pode parecer um grande estrago pra gente, mas que é necessária para beneficiar alguém, algo. Tudo intercalado, oscilando, essencial e UNO...


Marla Queiroz

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

de volta...

CARTA AO UNIVERSO

Agradeço ao Universo porque tenho todas as minhas faculdades perfeitas e toda a capacidade de superação que um ser humano precisa ter para lidar com as perdas. Agradeço por ter orientação interior sempre que preciso escolher um novo caminho e por ter acolhimento e ajuda necessária para atingir meus objetivos (desde que sejam justos). Agradeço por atrair relacionamentos saudáveis e pessoas amorosas, por estar sempre com essa inquietação de melhoramento interno. E por poder compartilhar toda a luz que recebo da Boa Sorte que me torno merecedora diariamente. Agradeço pela Consciência que me foi dada de que não devemos interferir no destino do Outro, mas moldar o nosso próprio. E por encontrar na Espiritualidade a coragem necessária para não desanimar diante das maiores dificuldades. Agradeço todos os meus dons e ainda os potencias não desenvolvidos: isso me dá a certeza de que sempre poderei ser uma pessoa melhor, mais generosa e positiva. Agradeço porque aprendi com meu Mestre Espiritual que não importa o tempo que dura um amor, mas o amor que investi durante aquele tempo. Que sempre que escolho uma roupa pela manhã, posso escolher também um sentimento. E isso me dá toda a responsabilidade pela minha alegria. Agradeço por ignorar tanta coisa e isso me fazer curiosa e ávida por aprendizado. Agradeço por poder compartilhar o que sei sem arrogância. Agradeço por saber perdoar e por poder ser perdoada. Agradeço a repercussão que têm minhas palavras e assumo o compromisso de sempre respeitar quem as ouve e só plantar sementes do Bem. Agradeço por receber tanto amor de todos os lados e por amar pessoas que nunca vi o rosto, mas que compartilham o mesmo Universo e uma mesma Era comigo, contribuindo de uma maneira militante ou discreta para que o Mundo seja cada vez mais bonito. 
Agradeço por todas as vitórias recebidas e peço que todo o Universo possa se beneficiar com a minha Boa Sorte. 

Marla Queiroz

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

“Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a idéia da alegria." (Ana Jácomo)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Segundo alguns psicanalistas...

Quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você mesmo; e a projeção que fazemos é a de um ser absolutamente perfeito. Mas depois de um período a projeção acaba, e você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando. Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro ou da parceira vão embora junto com a projeção, outras ficam .. e se o que ficou de cada um for suficiente para os dois, a relação perdura, caso contrário ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção.