Há momentos em que estamos entre dois caminhos...
E ambos são difíceis de tomar...
Um é amar intensamente e em mais nada pensar.
O outro é por amor, renunciar.
Que sabemos nós, pobres marionetes do destino?
Por que temos amor em todo o seu fascínio, quando, talvez vivê-lo, não seja o melhor?
Quando a renúncia é o maior sinal de amar?
Há forças opostas que te digladiam em um mesmo coração.
Temos só dois caminhos a escolher:
O terceiro seria covardia.
O que fazer, então?
Apagar o que é inesquecível?
Sonhar e viver na insanidade?
Não poder viver porque há convenções, há muito já vazias de sentido?
Viver de aparências? Soluções falsas, que agradam aos outros, o que dizem, ou enfrentar com coragem e arriscar a perder tudo, ou nada perder por tanto amar?
Marionetes do destino!
E o livre-arbítrio, faz parte também das ilusões?
Posso ter o direito de causar sofrimento a quem amo para ser feliz?
Tenho como deixar de amar?
E se assim fizer, não o farei infeliz?
A vida enleia-nos em tantos nós...
Sinto-me pequena para desembaraçá-los.
Assim é certo, não devo ficar entre o quase-amor e o quase-esperar...
Enquanto o tempo segue seu caminho, implacável senhor do meu destino.
Aonde irei? Embora para longe?
Mas o amor, eu levarei comigo.
Não adianta fugir...Há que enfrentar com coragem o espírito do caminho...
E também não adianta o sofrimento da saudade, que mata aos poucos, bem devagarzinho...
Sofrem dois? Sofrem três? sofrem milhares?
Por esta razão é que os "Cantares", dizem:
"- Ó filhos de Jerusalém, eu vos conjuro, não despertai o amor, até que este o queira..."
Sonhos, me deixem descansar!
Lembranças, não deixem de me acompanhar, pois são a força e o alimento de viver!
Sonhos...Perdão! Podem voar!
Deixarei ao tempo a solução tomar...
Mas não renego o amor, sem ele vou tombar...
É minha força e minha luz, a me amparar.
domingo, 5 de julho de 2009
CONSTATAÇÃO
Há momentos em que estamos entre dois caminhos...
E ambos são difíceis de tomar...
Um é amar intensamente e em mais nada pensar.
O outro é por amor, renunciar.
Que sabemos nós, pobres marionetes do destino?
Por que temos amor em todo o seu fascínio, quando, talvez vivê-lo, não seja o melhor?
Quando a renúncia é o maior sinal de amar?
Há forças opostas que te digladiam em um mesmo coração.
Temos só dois caminhos a escolher:
O terceiro seria covardia.
O que fazer, então?
Apagar o que é inesquecível?
Sonhar e viver na insanidade?
Não poder viver porque há convenções, há muito já vazias de sentido?
Viver de aparências? Soluções falsas, que agradam aos outros, o que dizem, ou enfrentar com coragem e arriscar a perder tudo, ou nada perder por tanto amar?
Marionetes do destino!
E o livre-arbítrio, faz parte também das ilusões?
Posso ter o direito de causar sofrimento a quem amo para ser feliz?
Tenho como deixar de amar?
E se assim fizer, não o farei infeliz?
A vida enleia-nos em tantos nós...
Sinto-me pequena para desembaraçá-los.
Assim é certo, não devo ficar entre o quase-amor e o quase-esperar...
Enquanto o tempo segue seu caminho, implacável senhor do meu destino.
Aonde irei? Embora para longe?
Mas o amor, eu levarei comigo.
Não adianta fugir...Há que enfrentar com coragem o espírito do caminho...
E também não adianta o sofrimento da saudade, que mata aos poucos, bem devagarzinho...
Sofrem dois? Sofrem três? sofrem milhares?
Por esta razão é que os "Cantares", dizem:
"- Ó filhos de Jerusalém, eu vos conjuro, não despertai o amor, até que este o queira..."
Sonhos, me deixem descansar!
Lembranças, não deixem de me acompanhar, pois são a força e o alimento de viver!
Sonhos...Perdão! Podem voar!
Deixarei ao tempo a solução tomar...
Mas não renego o amor, sem ele vou tombar...
É minha força e minha luz, a me amparar.
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